A desenergização de um relé é acompanhada de diversos fenômenos que devem ser cuidadosamente analisados para que entendamos como isso pode ter influência na sua vida útil.
Quando a bobina de um relé é desenergizada, o fluxo magnético em seu núcleo decai até o ponto em que a força da mola que aciona os contatos supera a força de atração do núcleo. Nesse instante tem início a abertura da armadura. A medida que a armadura se move, a força da mola é reduzida gradualmente pela sua contração, o que significa que não se trata de um processo linear. Força de abertura e força do campo magnético variam simultaneamente em um processo dinâmico que também depende da eventual existência de um circuito externo.
Mas, o fenômeno mais importante observado é o elétrico: com a redução gradual do fluxo, e a movimentação da armadura, à medida que a corrente na bobina diminui, uma tensão inversa que pode chegar a centenas de volts é induzida. Na figura 1 temos uma visualização em um osciloscópio do que ocorre.
