Este circuito (ligado a uma guitarra com captadores magnéticos), envia o sinal com o efeito de pedal de distorção para um receptor de FM à distância, sem fio.
Ele é formado por uma etapa pré amplificadora de baixa impedância com um transistor na configuração de base comum.
O sinal dessa etapa é levado à entrada de um amplificador operacional do tipo 741, que tem a configuração de circuito distorcedor. A saída deste sinal é aplicada a um oscilador que opera na faixa de 88 a 108 MHz, transmitindo então para um receptor colocado nas proximidades.
O circuito é modulado por varicap, o que garante excelente estabilidade.
A antena pode ser do tipo telescópico de 40 a 80 cm de comprimento, aproveitada de um rádio portátil.
A montagem deve ser feita em caixa de metal e os cabos de entrada devem ser blindados para se evitar a captação de zumbidos.
A bobina L1 deve ter 4 espiras de fio 18 AWG a 22 AWG em forma de 3,5 mm. A alimentação de 6 a 9 V deve vir de pilhas (ou bateria), e os capacitores do setor de transmissão devem ser cerâmicos exceto onde houver indicação de tipo diferente.
Comentário:
A etapa de distorção pode perfeitamente ser ligada à entrada de um amplificador comum, caso o leitor deseje utilizar este circuito de uma outra forma. Para a transmissão, entretanto, lembramos que nas grandes cidades as faixas de FM além de congestionadas estão sujeitas a elevado nível de ruído, o que pode dificultar o funcionamento do circuito em alguns locais.
De qualquer forma, a sintonia do sinal deste circuito sempre será melhor se o receptor usado for do tipo com sintonia analógica. Os tipos com sintonia digital têm mais dificuldade em “travar” o sinal, principalmente quando o transmissor estiver mais longe. Também leve-se em conta a estabilidade do circuito que tende a “escapar” de sua freqüência com o tempo, o que exige reajustes constantes da sintonia.

* Originalmente publicado na revista Eletrônica Total - Fora de Série- Ano 19 - N° 132- 2008.