|
Durante o evento NI Automotive Day, promovido pela National Instruments no início do mês, em Santo André (SP), que contou com a presença de cerca de 180 pesquisadores e engenheiros ligados à indústria automobilística, foram apresentadas as mais recentes tecnologias voltadas a este segmento. O Diretor Internacional de Marketing da líder mundial em instrumentação virtual, Dave Wilson, enfatizou o status da classe mundial desta indústria no Brasil. Segundo o executivo, o consumo de carros no país é maior do que na França e na Grã Bretanha. Só em 2008 já foram vendidos cerca de 3,25 milhões de automóveis, sendo 90% deles com a tecnologia Flex. Para Wilson, esta é uma indústria que está passando por grandes mudanças muito rapidamente. A demanda é por produtos com recursos cada vez mais sofisticados e de altíssima qualidade. E a eletrônica será um grande aliado neste caminho, via recursos de software e conectividade. Até 2010, segundo dados da ABI Research, 40% dos componentes de um carro serão eletrônicos. O que representa um grande desafio para os engenheiros do setor. As principais dificuldades passarão a situar-se na fase de testes e prototipia. A maneira como se testava até recentemente não funciona mais. "Hoje, devemos tentar achar os problemas de um novo projeto no mundo virtual e consertá-los, antes de fazer protótipos e testes no mundo real, e assim acelerar o ciclo do desenvolvimento", diz Wilson. Os processadores multicore trouxeram novas possibilidades para as tecnologias mais avançadas. E a linguagem gráfica de programação LabVIEW, da National Instruments, tira o máximo partido desta nova realidade, independentemente do número de núcleos de um processador. |